30 de novembro de 2016

Musa Gótica


Triste vida de quem te persegue
e não sabe o que encontrar...

Musa da noite,
encantada de histórias para dormir.

Borboletando secreta, divina,
recolhendo o que a pertence...

Aracne perfeita escondida em Eros.
Não sabe despertar quem for
mas também não deixa dormir...

Foi nesta triste vida que Vos conheci,
musa gótica.

Meu vinho clama o desejo de Vos encontrar.
Meu Celsius diminui a cada respirar
na ansiedade de Vos revelar
e me deixar levar
nas Vossas majestosas aracnices.

Mulher encantada de histórias para dormir,
Nereida da noite
recolhendo o que a pertence.

Sagrada feminina.
Musa gótica.


2 de junho de 2012

Coma


Lingering for thousand years
Walking that dark corridor
Of endless doors,
Having the hope to find the key
To take him out
Of this world.

What is he searching for?
Tries to figure out
What this life is worth for

He must wake up for this reality
This world is too empty
He doesn’t belong here.
Keep on searching for that key
That will get him out of this dream

Uncover your eyes, face your fears
Feel the pain beneath you.
Keep on breathing, keep on living
Don’t give in,
Wake up!

Velvet Wing


I felt your last breath within me
I heard your scream
And nothing I did but to cry
I couldn’t hold your hand
I couldn’t take you in my arms
I did nothing but to feel the pain.
If I could turn back time
I would hold you tigh
So I wouldn’t feel this way
I waited for you for so long
But I was afraid…
The velvet wing of this dark angel
Have taken you away

26 de maio de 2012

Ode a ti


Eu sou aquela que vive...
Eu sou aquela que sente...
Eu sou aquela que cresce...
Eu sou aquela que apoia...
Eu sou aquela que ama.

Eu sou aquela que em quem te apoias,
eu sou aquela que te ama
Eu sou o teu pedestal que te eleva,
no qual te apoias.
Eu sou a tua luz, ilumino o teu caminho,
ilumino a tua noite.
Eu sou a tua bengala,
o teu forte, a tua protectora.
Em mim, encontrarás o teu alimento,
a tua força.

Eu sou aquela que vive,
Aquela que vive em ti
Do mesmo modo que tu vives em mim.

Corpus Divinor



Beijar-me-ias o pescoço
Sem pedir permissão
E aquecerias o meu vinho
Como teu Celsius
E como tentáculos
me explorarias a pele
fria, macia e pálida como cal?
Meu cérebro não se reconheceria
De tantas sensações
Ter de comandar.
Um curto-circuito febril
Me invadiria a alma
E não me importaria de morrer.
Morrer, morrer...
Pois morrer é isso mesmo...
É vida, é prazer, é ascender.
É chamar oEros
E ser abençoado por Amon’Lisa.
Sendo assim, mata-me...
Mata-me que eu morro feliz.
Nirvana-me, suga-me
Aqui e agora, sem pensar.
Torna-me Rainha.
Embebeda-me com o teu ser
E não pares, que morrerás.
Apenas banha-te de mim
E eu me enxugarei de ti,
Até o fim de minha morte,
Até o fim do Nirvana.

Veneno



(monólogo de Tanathos a um corpo envenenado)

Deixa-me entreter-te
Como um predator
para a sua presa.
Prender-te nos teus pesadelos
Silenciar os teus sussurros...
(Já vês a luz?)
Sentes a tua vida a escapar
Pelas tuas mãos,
O sabor do vinho
Na tua boca...
Estou pronto para
Te sugar o sangue...

Perde-te nesta dor
Entrega-te a mim.
Serás o meu sacrifício,
Cordeiro envenenado...

Fala comigo outra vez,
Pergunta-me como é.
‘o próprio Nirvana’, digo.
Não há o que temer
Apenas o que irás perder.
Desejas poder parar
Mas já não há volta,
Nem misericórdia...
Apenas tu e eu!

Olhar de Águia



Parte I

Como um fogo ardente
Consome-me o espelho dessa alma
Que abrasa-me por dentro
E devora-me o pensamento.
Prende-me e me faz esquecer
de mim mesmo
sem me dominar,
sem esforço.
Onde estás? O que pretendes?
Despes-me sem me tocar,
O vinho ebule sem cessar.
É dessa alma que me visto,
Que procuro e não existo...

Parte II

A rapina ataca
No momento oportuno, a sua presa
E o jogo de sedução começa...
Ela brinca draculamente.
Com a sua vítima,
Essa rapina.
Ora ignora, ora belisca,
E ri-se da desgraça.
De quem te escondes?
A quem iludes?
A tua presa lá sabe
Que a possues...
Mas nada iguala-se
ao momento do ataque.
Aguardas o momento final,
Pacientemente,
E quando menos ela espera...
Mas por enquanto,
Tu te divertes...