26 de maio de 2012

Corpus Divinor



Beijar-me-ias o pescoço
Sem pedir permissão
E aquecerias o meu vinho
Como teu Celsius
E como tentáculos
me explorarias a pele
fria, macia e pálida como cal?
Meu cérebro não se reconheceria
De tantas sensações
Ter de comandar.
Um curto-circuito febril
Me invadiria a alma
E não me importaria de morrer.
Morrer, morrer...
Pois morrer é isso mesmo...
É vida, é prazer, é ascender.
É chamar oEros
E ser abençoado por Amon’Lisa.
Sendo assim, mata-me...
Mata-me que eu morro feliz.
Nirvana-me, suga-me
Aqui e agora, sem pensar.
Torna-me Rainha.
Embebeda-me com o teu ser
E não pares, que morrerás.
Apenas banha-te de mim
E eu me enxugarei de ti,
Até o fim de minha morte,
Até o fim do Nirvana.

Sem comentários: