26 de maio de 2012

Olhar de Águia



Parte I

Como um fogo ardente
Consome-me o espelho dessa alma
Que abrasa-me por dentro
E devora-me o pensamento.
Prende-me e me faz esquecer
de mim mesmo
sem me dominar,
sem esforço.
Onde estás? O que pretendes?
Despes-me sem me tocar,
O vinho ebule sem cessar.
É dessa alma que me visto,
Que procuro e não existo...

Parte II

A rapina ataca
No momento oportuno, a sua presa
E o jogo de sedução começa...
Ela brinca draculamente.
Com a sua vítima,
Essa rapina.
Ora ignora, ora belisca,
E ri-se da desgraça.
De quem te escondes?
A quem iludes?
A tua presa lá sabe
Que a possues...
Mas nada iguala-se
ao momento do ataque.
Aguardas o momento final,
Pacientemente,
E quando menos ela espera...
Mas por enquanto,
Tu te divertes...

Sem comentários: