Parte I
Como um fogo
ardente
Consome-me o
espelho dessa alma
Que abrasa-me por
dentro
E devora-me o
pensamento.
Prende-me e me faz
esquecer
de mim mesmo
sem me dominar,
sem esforço.
Onde estás? O que
pretendes?
Despes-me sem me
tocar,
O vinho ebule sem
cessar.
É dessa alma que me
visto,
Que procuro e não
existo...
Parte II
A rapina ataca
No momento
oportuno, a sua presa
E o jogo de sedução
começa...
Ela brinca
draculamente.
Com a sua vítima,
Essa rapina.
Ora ignora, ora
belisca,
E ri-se da desgraça.
De quem te
escondes?
A quem iludes?
A tua presa lá sabe
Que a possues...
Mas nada iguala-se
ao momento do
ataque.
Aguardas o momento
final,
Pacientemente,
E quando menos ela
espera...
Mas por enquanto,
Tu te divertes...
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