2 de junho de 2012

Coma


Lingering for thousand years
Walking that dark corridor
Of endless doors,
Having the hope to find the key
To take him out
Of this world.

What is he searching for?
Tries to figure out
What this life is worth for

He must wake up for this reality
This world is too empty
He doesn’t belong here.
Keep on searching for that key
That will get him out of this dream

Uncover your eyes, face your fears
Feel the pain beneath you.
Keep on breathing, keep on living
Don’t give in,
Wake up!

Velvet Wing


I felt your last breath within me
I heard your scream
And nothing I did but to cry
I couldn’t hold your hand
I couldn’t take you in my arms
I did nothing but to feel the pain.
If I could turn back time
I would hold you tigh
So I wouldn’t feel this way
I waited for you for so long
But I was afraid…
The velvet wing of this dark angel
Have taken you away

26 de maio de 2012

Ode a ti


Eu sou aquela que vive...
Eu sou aquela que sente...
Eu sou aquela que cresce...
Eu sou aquela que apoia...
Eu sou aquela que ama.

Eu sou aquela que em quem te apoias,
eu sou aquela que te ama
Eu sou o teu pedestal que te eleva,
no qual te apoias.
Eu sou a tua luz, ilumino o teu caminho,
ilumino a tua noite.
Eu sou a tua bengala,
o teu forte, a tua protectora.
Em mim, encontrarás o teu alimento,
a tua força.

Eu sou aquela que vive,
Aquela que vive em ti
Do mesmo modo que tu vives em mim.

Corpus Divinor



Beijar-me-ias o pescoço
Sem pedir permissão
E aquecerias o meu vinho
Como teu Celsius
E como tentáculos
me explorarias a pele
fria, macia e pálida como cal?
Meu cérebro não se reconheceria
De tantas sensações
Ter de comandar.
Um curto-circuito febril
Me invadiria a alma
E não me importaria de morrer.
Morrer, morrer...
Pois morrer é isso mesmo...
É vida, é prazer, é ascender.
É chamar oEros
E ser abençoado por Amon’Lisa.
Sendo assim, mata-me...
Mata-me que eu morro feliz.
Nirvana-me, suga-me
Aqui e agora, sem pensar.
Torna-me Rainha.
Embebeda-me com o teu ser
E não pares, que morrerás.
Apenas banha-te de mim
E eu me enxugarei de ti,
Até o fim de minha morte,
Até o fim do Nirvana.

Veneno



(monólogo de Tanathos a um corpo envenenado)

Deixa-me entreter-te
Como um predator
para a sua presa.
Prender-te nos teus pesadelos
Silenciar os teus sussurros...
(Já vês a luz?)
Sentes a tua vida a escapar
Pelas tuas mãos,
O sabor do vinho
Na tua boca...
Estou pronto para
Te sugar o sangue...

Perde-te nesta dor
Entrega-te a mim.
Serás o meu sacrifício,
Cordeiro envenenado...

Fala comigo outra vez,
Pergunta-me como é.
‘o próprio Nirvana’, digo.
Não há o que temer
Apenas o que irás perder.
Desejas poder parar
Mas já não há volta,
Nem misericórdia...
Apenas tu e eu!

Olhar de Águia



Parte I

Como um fogo ardente
Consome-me o espelho dessa alma
Que abrasa-me por dentro
E devora-me o pensamento.
Prende-me e me faz esquecer
de mim mesmo
sem me dominar,
sem esforço.
Onde estás? O que pretendes?
Despes-me sem me tocar,
O vinho ebule sem cessar.
É dessa alma que me visto,
Que procuro e não existo...

Parte II

A rapina ataca
No momento oportuno, a sua presa
E o jogo de sedução começa...
Ela brinca draculamente.
Com a sua vítima,
Essa rapina.
Ora ignora, ora belisca,
E ri-se da desgraça.
De quem te escondes?
A quem iludes?
A tua presa lá sabe
Que a possues...
Mas nada iguala-se
ao momento do ataque.
Aguardas o momento final,
Pacientemente,
E quando menos ela espera...
Mas por enquanto,
Tu te divertes...

Porto seguro



Á deriva em alto-mar,
sem eixo para me guiar
sem qualquer referência para me nortear,
Presa fácila de todo e qualquer predador.

Porque ludicas assim??

Porque, para quem se afunda,
mais vale afundar-se de vez
que iludir-se com pedaços de chumbo.

O que preciso
é de um porto seguro,
um lugar onde me sinta protegida,
onde sei que
encontrarei repouso e conforto.
Mas enquanto estou neste mar
sombrio e agitado,
contento-me com alguma boia
ou um pedaço de madeira que seja,
pois sei que me levará ao meu destino...

Pois então,
se não podes ser essa boia,
mais vale que não me surjas
e me deixes afundar sozinha...


...pelo menos isso será real.

O amanhecer de uma nova Era


Mais um dia se esvanece
Com o crepúsculo.
Mais um dia de busca...
Apenas mais um
de tantos outros...

Dou por mim a escutar
O uivo do vento,
Com esperança.
Por ter gasto
as minhas últimas energias
na jornada diária
em busca de mim mesmo,
sinto-me agastado.
Meu corpo se rebelia,
Teima em se pronunciar,
Apela por renúncia,
Pela ternura dos lençois.

E nesta dança com Morfeu,
Deixo-me levar pelos seus caprichos,
Com esperança...
E adormeço.

Amanhã, o dia será melhor,
digo.

Tributo a ti



Encontrei...
aquele que procurava,
aquele com quem sonhava.
Me cruzei com alguns que soavam,
mas não o eram,
uns que se aproximavam
mas apenas meras versões do real...
Dark.
No mais inocente encontro,
encontrei-te
e no desabrochar,
compreendi.
Não uma versão,
um original, um real.
Encontrei-te...
és a minha alma-gemea,
my darkone
my Demon.

Rio


Eu sou um rio...
límpido, calmo e reluzente, á superfície.
Quem quer, navega através dele,
quem sabe das suas qualidades, usa-as bem.
Quem não quer, não as usa,
nem chega perto.
Sou um rio, fluo conforme o vento,
sem obrigações, conforme o tempo dança....


mas, como todos os rios, guardo um segredo.
Na profundidade, longe dessa calmaria toda,
há um constante turbilhão...

O turbilhão da minha história,
da minha existência, dos meus desgostos
e da vida que reina em mim...assim como da morte.
Testemunhei a morte da alma,
a reoxigenação das minhas algas
e não,
cá em baixo eu não danço segundo o vento nem o tempo...
Danço conforme a minha história,
conforme os mitos que me formam.

Eu sou um rio,
quem sabe das minhas qualidades, usa-as
quem não as conhece,
que nem chegue perto
porque tal como um rio
posso engolí-lo
para que faça parte da mitologia da minha vida.

25 de maio de 2012

Ego...

De um suspiro da Terra vim
Pelo grito do fogo voltarei às cinzas...
Angelo Nero sum
Albo Mortis sum

Espelhos invertidos



No relance do luar,
em cada entardecer,
a minha alma se desprende e vagueia
perdida no infinito...

Pelas montanhas rosadas
dos impérios estonteantes do meu ser...

Procura por uma razão para a sua própria razão,
procura por um reflexo de si,
uma miragem do que é...

Num instantâneo encontro,
vê- se aos olhos de outra alma,
vê- se reflectida nela,
e vê- lhe em si...
A reciprocidade do mútuo...
do ambíguo...

Alter ego

A sua imagem reflectida na água
e a imagem da água reflectida em si...
A reciprocidade do mútuo...

Tu, meu outro eu

Vi- te nos meu sonhos,
mas de ti não guardei imagem
apenas a sensação de conhecer
os teus góticos olhos,
profundos e negros como a noite.

Não te conheço,
mas sei que existes,
que em pouco tempo te verei
e reconhecerei
os teus negros olhos em cima dos meus...

Eu sei que me conheces
mas nõa sabes de mim,
e eu sei de ti,
mas ainda não te conheço.

Mas não muito
demorará o nosso encontro,
espero- te no meio da multidão,
vestido de preto e
tal como um lobo
reconhecerei o teu forte cheiro gótico
e te chamarei.

E quando acontecer,
não penses muito...
Beija- me com os teus frios
e molhados lábios...
Leva- me para o mais profundo de ti.

Sei que sou meio tu,
meio mim.

Sei quem tu és, meio mim,
meu outro eu.

Anjo encantado


O Ser:

É como se tivesse ficado á espera
entre meus medos.
Assombraste- me os meus sonhos
e acordaste o meu sono de papel.
No fim sou como tu,
só no vento.
Nadando este céu purpúreo
de águas escuras...
Não estou com medo,
apenas não tenho medos...

A Companhia:

Cristalina vozes são uivadas
da floresta negra,
e com o chacal, acompanhante
aqueço o meu vinnho frio,
tal como um arco- íris monocromático
num dia de sool...

O Desejo:

E aí estás tu...
Lutando contra a tua vontadde de mim,
de me possuíres,
de me sentires,
porque te pedirei mais e mais
até minha luz se contrair
e meu corpo não conhecer o Celsius...

A Espera:

E aqui estou eu...
Com o coração em sangue
pelo dia em que nossos olhos se cruzarão,
e que de tanta loucura ebulirei...

O Encontro:

Serás tu quem procuro,
ou mais uma obra da minha imaginação?
És lindo...puro...lindo...
Não te verei mais nos meus sonhos,
não mais me assombrarás..
És real...

24 de maio de 2012

O meu Adeus (Supremum vale, ad æternam)

Estou imerso nos teus odores
que fluem ao vento,
libertando a tua essência
em cada meu respirar
pelo qual tu fazes de mim
um pouco de ti...

E por este vento que
a todos pertence,
tu encontras o teu lugar.