Eu sou um rio...
límpido, calmo e reluzente, á
superfície.
Quem quer, navega através dele,
quem sabe das suas qualidades, usa-as bem.
quem sabe das suas qualidades, usa-as bem.
Quem não quer, não as usa,
nem chega perto.
nem chega perto.
Sou um rio, fluo conforme o vento,
sem obrigações, conforme o tempo dança....
sem obrigações, conforme o tempo dança....
mas, como todos os rios, guardo um
segredo.
Na profundidade, longe dessa
calmaria toda,
há um constante turbilhão...
há um constante turbilhão...
O turbilhão da minha história,
da minha existência, dos meus desgostos
da minha existência, dos meus desgostos
e da vida que reina em mim...assim
como da morte.
Testemunhei a morte da alma,
a reoxigenação das minhas algas
a reoxigenação das minhas algas
e não,
cá em baixo eu não danço segundo o vento nem o tempo...
cá em baixo eu não danço segundo o vento nem o tempo...
Danço conforme a minha história,
conforme os mitos que me formam.
conforme os mitos que me formam.
Eu sou um rio,
quem sabe das minhas qualidades,
usa-as
quem não as conhece,
que nem chegue perto
que nem chegue perto
porque tal como um rio
posso engolí-lo
para que faça parte da mitologia da minha vida.
para que faça parte da mitologia da minha vida.
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